
Quando o sol morre, tristonho.
Tardes em que toda a natureza
Veste-se de um véu de sonho.
Baixos arvoredos murmurantes
Da tênue brisa ao soprar,
Anjinho dos sonhos meus,
Não sabes tu como é sublime
Contigo sonhar.
Longe, lá no horizonte calmo,
As nuvens se incendeiam
Num incêndio de luz.
Vibra e se exalta a minh'alma
Na sensação que a seduz.
Um plangente sino toca
Chamando à prece a todos
Os que ainda sabem creio
Então, te sonho e creio
Beijar tua linda boca
Para acalmar o meu sofrer.
Composição de ZEQUINHA de Abreu.
